quarta-feira, outubro 22, 2008

ABOMINO HISTERIAS. E o casamento ....

.... uma opinião .....

______ e a tua ??? ______


... queres deixa-lá aqui? ...


11 de Outubro, Expresso

ABOMINO HISTERIAS. E o casamento "gay" é histeria. Segundo dizem, recusar o casamento a pessoas do mesmo sexo é uma "discriminação". As pessoas dizem a palavra - "discriminação" - e esperam que eu me comova. Não me comovo. Claro que é uma discriminação. E daí? Todos os dias, a todas as horas, sobre as mais variadas personagens, a sociedade exerce as suas "discriminações". Se, por mera hipótese, eu pretendesse casar com duas mulheres, estaria impedido pela força da lei. Não será isto uma "discriminação"? Por que motivo o Estado impede que três adultos que se amam possam construir uma família em conjunto?

Arrisco hipótese: porque a sociedade estabeleceu os seus códigos de conduta, os seus símbolos, as suas "instituições". São estes códigos, estes símbolos, estas "instituições" que sustentam a vida em sociedade e não vale a pena questioná-los por cálculo racionalista. Acabamos por chegar a conclusões francamente lunáticas. Se o casamento passasse a ser um mero contrato baseado no afecto (a visão sentimental da tribo), não haveria nenhuma razão substancial para impedir todas as formas possíveis de casamento: entre pais e filhos; entre irmãos; entre duas mulheres e um homem; entre uma mulher e vários homens; etc.

É justo que duas pessoas do mesmo sexo que partilham uma vida em comum possam assegurar certos direitos sucessórios ou fiscais. Não é justo desmontar o casamento tradicional para acomodar o capricho de uns quantos. Pior: o gesto apenas abriria uma nova forma de "discriminação" sobre todos os outros - pais e filhos; irmãos; duas mulheres e um homem; uma mulher e vários homens - que são deixados injustamente à porta do matrimónio. Tenham juízo e, já agora, portem-se como homenzinhos - aqui.

Nota:

Ao ler este artigo, não pude deixar de me lembrar do filme

"Brotherly Love", protaganizado por Peter O´Toole e Susannah York ...

e acreditem ... foi há "buéeeeeeeeee" de anos ... eu era uma adolescente, quando o vi ....

se no Google procurarem "Brotherly Love" ... encontrarão várias referências a este filme ...

aqui está uma desssas referências.

Esta nota ... é simplesmente um exemplo que vos deixo ...



Nota: os "bolds", no texto acima, são meus.


Autoria: Jornalista João Pereira Coutinho


Sendo este um assunto polémico, conto com a vossa habitual diplomacia,
para uma discussão salutar do mesmo.
OBRIGADA.

23 comentários:

Paula Raposo disse...

O João Pereira Coutinho é um homem inteligente e culto e gosto de ler os artigos dele. A minha opinião é que se empolam as questões, mas de facto elas têm que ser discutidas. Não me incomoda que as pessoas do memso sexo namorem, casem...incomoda-me sim, que os filhos tenham 2 mães ou 2 pais...isso chateia-me. Beijos.

C Valente disse...

A historia que somos todos iguais é treta, cada macaco na sno seu galho, não sou contra os gays, mas não tem de se apossar de algo que não lhe perteça, chamem o que quiserem , tem direitos fiscais e legais iguais, mas casamento é acasalamento, proó criação e isso não são capazes
Os gays que vivam juntos e sejam muito felizes
Saudações amigas

Um Poema disse...

....

Não tem discussão a exposição absolutamente correcta de João Pereira Coutinho.
Não aceitar a subversão de valores é, no dizer das lésbicas e pederastas (em português é assim que se designam) "descriminação", e aceitar essa subversão não será uma aberração?...
Que mundo, que tipo de valores, estamos a aceitar que se destruam?... Que herança vamos deixar aos vindouros?...
Se isto não é o princípio do fim... é o quê?...

Um abraço

wind disse...

Tal como sou contra o casamento entre heterossexuais porque acho que é um contrato, sou contra o casamento de homossexuais.
Já têm alguns direitos iguais.
Beijos

São disse...

Por muita diplomacia que use, não posso deixar de considerar João Pereira Coutinho preconceituoso e homofóbico.
Que prejuízo pessoal lhe advém do casamento entre pessoas do mesmo sexo?! Ou tem raiva por não se conseguir assumir, ao contrário de quem luta por esse direito?!

Quanto à adopção de crianças - sem questionar a capacidade educativa e afectiva das pessoas em questão - não concordo, pelo menos por enquanto.

Fica bem.

Fatyly disse...

Gostei de ler o artigo e para mim este assunto não tem nada de polémico.
Achei a atitude do governo mais polémica.
Tal como Cavaco Silva dizer que não concorda com a nova lei do divórcio, mas assinou o que me deixou estupefacta, não concorda e assina? e fez um artigo como "bom chefe de família"? É ele o representante de todos os portugueses? balha-me deus Enfim...adiante

Sou amiga de um casal de homossexuais. Um deles foi casado e teve uma filha, filha que ia passar férias e o tempo que quizesse com o pai e o namorado deste. A mãe, igualmente minha amiga era uma mulher extraordinária e compreensiva muito além do que se possa imaginar e quando morreu, a filha ficou a cargo do pai. Nunca lhe fez confusão o pai viver com outro homem porque foi crescendo num ambiente de amor, muito amor, educação e explicação devida perante os factos evidentes.
Casou com um rapaz igualmente compreensível e ambos deixam os filhos à guarda dos avós:)

Nunca vi neles exibições histéricas que por vezes se vê, nunca entraram em manifestações gays, mas tal como qualquer casal com "recato" beijam-se, andam de mãos dadas, fazem festas...isso chama-se amor! Entendem em não casar, mas já fizeram testamento:)pelo menos quanto à casa!
Não sou contra o casamento mais que justo entre dois seres do mesmo sexo, com direitos e obrigações como qualquer casal, desde que ambos queiram e para isso não era preciso "desmontar o casamento tradicional" e longe de achar que "sejam caprichos".
A vida sexual de cada um de nós, a nós pertence e é preferível assumir do que terem "duplicidades pela calada da noite".
Da mesma forma que acho que muitos poderiam adoptar crianças, talvez encontrassem mais amor que em muitos lares "de fachada, mas bem vistas na sociedade por serem tradicionais".
Ser feliz é que interessa mas com isso ninguém se preocupa e deixai-os ser felizes de uma vez por todas.

É a minha modesta opinião embora respeite quem pense o contrário.

Beijos

Zé Povinho disse...

Como alguém disse, o casamento acaba por ser apenas um contrato que a sociedade acaba por valorizar muito. Não penso que seja assim tão importante, se desprezar algumas facilidades no foro da transmissão de bens, por isso nem percebo bem a controvérsia. As opções sexuais de cada um são pessoais e respeitáveis.
A felicidade e o respeito mútuo não estão nunca dependentes de qualquer tipo de contratos.
Abraço do Zé

Delfim peixoto disse...

Obrigado pela visita ao meu novo canto
Quanto ao casamento homosexual, poeque não? Afinal a homosexualidade existe... não há que fechar os olhos e se eles/as( querem, que se casem e sejam felizes... mas quanto a adopção, sou contra
bj

Sonia Boni disse...

Boa noite, Isabel, grata pela sua amável visita.

Boa noite a todos (aqui no Brasil o relógio marca 19:11h)

Certamente esse é um assunto polêmico no mundo todo. Tenho vários amigos gays, inclusive 2 casais gays, cuja história comum já dura 20 anos ou mais. Um deles é um amigo especial, um irmão para mim, com quem tenho contado nos bons e nos momentos difíceis.

Nunca conversei com eles sobre casamento porque nunca manifestaram interesse por isso. Vivem muito bem como estão, mantêm contato frequente com seus familiares, devem ter lá seus contratos particulares. Não os sinto absolutamente interessados em formalizar união.

Vejo com mais naturalidade as relações discretas, sem cerimônias públicas e afetações. E não consigo imaginar como fica a cabecinha de uma criança ou de um adolescente que tem 2 pais ou 2 mães. Tanto a imagem masculina do pai, quanto a feminina da mãe são importantes na formação integral do ser humano. O tempo dirá o resultado disso.

mfc disse...

Cada dia que passa acho menos necessária a instituição casamento, porque nos sentimentos ninguém manda.
Alguma razão meassiste, pq o número de casamentos tem vindo a diminuir.
Nessa perspectiva entendo com dificuldade a ânsia de casamento dos(as) gays.

Ana Martins disse...

Sou casada à quase 21 anos e fi-lo por amor, nunca vi o meu casamento como um contrato, não sou contra as uniões de facto de heterosexuais ou homosexuais, cada um é livre de viver à sua maneira desde que não invada o espaço dos outros, mas casamento entre duas pessoas do mesmo sexo não consigo de forma alguma apoiar.
Quanto à adopção, sinceramente também não estou de acordo, as crianças precisam de um pai e de uma mãe, e não será muito saudável para a cabecinha delas terem um lar diferente da maioria dos seus amiguinhos.

Beijinhos

Odele Souza disse...

Essa questão da adoção por casais gays não é tão simples assim. Aqui no Brasil, uma criança de um orfanato que frequento há muitos anos, foi procurada para adoção por dois homens que viviam em regime de casamento. A criança, um menino de 12 anos, ao ser questionado pela Diretora do orfanato respondeu: "Eles são muito legais, mas eu queria mesmo era ter uma mãe e um pai, e não dois pais.".

Como vemos, não é tão simples assim.

Maria Augusta disse...

Acho que o casamento é um "contrato" baseado no amor entre pessoas que pretendem formar uma família em geral biologicamente falando, logo de sexos diferentes. Isto é a teoria...na prática existem casamentos sem amor, amor sem casamento, filhos adotivos muito amados, filhos biológicos abandonados, casamentos brancos, "cada um sabe onde dói seu calo" e conduz sua vida como ele pode ou quer.
Mas também acho que formalizar com o mesmo "contrato" todas as situações é hipocrisia, deveria existir uma lei diferente para garantir os direitos da união homossexual. Eles são diferentes, tudo bem, devem assumi-lo e aceitar eles mesmos esta particularidade. Não tenho nada contra a adoção de crianças por casais homossexuais, ter dois pais ou duas mães é melhor que não ter nem pai nem mãe.
Um grande beijo.

Amaral disse...

Isabel
Passei para deixar um beijinho

poetaeusou . . . disse...

*
eu já desisti de opinar,
de dar razão, de contrariar,
de contraditar, de pensar . . .
vou entregar-me ao bin laden,
no mínimo, no mínimo, sei que
me esperam no lado misterioso
da vida, cinquenta virgens,
espero dar com a porta certa ...
oxalá . . .
,
brisas de amizade deixo-te
,
*

peciscas disse...

Começo por dizer que esta não é uma questão fundamental que tenha tanta urgência em ser discutida.
Há coisas bem mais importantes a resolver no país e no mundo.
No entanto, acho que temos de estar atentos à evolução das sociedades e abertos às mudanças que aí ocorrem.
É um facto que cada um deve ser livre de escolher as suas opções de vida quer sejam políticas, religiosas ou sexuais. É esse um dos pilares inestimáveis da democracia.E não nos devemos arvorar em detentores de certezas absolutas e juízes da moralidade e dos costumes.
Até porque sabemos que todas estas coisas mudam. Mudam com os tempos e mudam com as regiões.
Há povos, por exemplo, que convivem há séculos com a poligamia, coisa que nas nossas sociedades não é tolerada.
Mesmo relativamente à própria homossexualidade (que já é descrita, há séculos na História da Humanidade e que, contra o que muitos afirmam, existe no próprio reino animal)ainda é, para muitos, considerada como uma doença.
Mas as coisas aí já evoluiram bastante. Hoje, os homossexuais já se sentem menos obrigados a esconderem as suas preferências.
Conheci, em miúdo, o caso de um homem que vivia numa pequena cidade e, porque eram conhecidas as suas inclinações homossexuais, foi toda a sua vida perseguido. Não parava num emprego, era agredido selvaticamente por homens e por muheres.
Actualmente já serão menos prováveis os casos deste tipo.
Agora, estou como o Manel: a instituição "casamento", está clramente em crise. Por isso, o que é agora problema, poderá deixar automaticamente de o ser num futuro já não tão longínquo como isso.
Mas, mesmo assim, nada me repugna que dois homens ou duas mulheres possam contraír matrimónio. Isso não me afectará absolutamente nada nem me incomodaria minimamente. Já no casso da adopção e até na procriação por inseminação artificial ou por "barriga de aluguer" tenho claras dúvidas.
Faltam-me conhecimentos e dados científicos que me habilitem a conluir , sem sombra de dúvidas, se a situação de uma criança a viver num lar homossexual, será totalmente isenta de problemas na formação da sua personalidade.
De qualquer modo queria aqui realçar o depoimento da Fatyly, com o qual estou totalmente de acordo.

Mocho Falante disse...

Acho o senhor João Pereira Coutinho um perfeito idiota, com uma atitude do mais homofóbica que vi nos últimos tempos. Não consigo perceber o que é isso de destruir o casamento tradicional? Não entendo, na verdade, o casamento é uma institução, um contrato que dá direitos e deveres a duas pessoas que decidem viver juntas, agora se são do mesmo sexo who cares.

Olha e mais não digo porque aliás eu é que abomino as hiterias do piqueno João Pereira Coutinho que cá para mim anda com a sexualidade ou muito em baixo ou muito mal resolvida

beijocas doce Isabel

Carla disse...

Olha, concordo plenamente com tudo que está escrito. Uma boa colocação. Mas eu vim aqui no seu blog hoje, pra avisá-la de que é destaque em meu blog na Campanha da Amizade por uma semana. Indicada dia 29/09/08 por Cristina do Blog (http://cristsousa-algodaodoce.blogspot.com/) Passe lá pra pegar o selinho, postar em seu blog nomeando mais 5 pessoas ( de preferencia Blogs que vc nunca visitou antes e que estejam atualizados)e passe no blog de cada uma delas avisando da nomeação. E tem um selinho de destaque especialmente pra vc no menu Presentes do Blog. Este é só pra vc.(O selo da Campanha, só o guarde se quizer ta bom?).Não deixe de fazer a postagem e visite também cada destaque que está lá com o seu blog, elas vão amar sua visitinha. Bjs e Parabéns!Ah! Esqueci de te falar que como destaque da semana, vc tem direito de indicar um blog de uma amiga ou amigo para ser destaque tbm. O blog que vc indicar será destaque por ordem de inscrição e quando eu avisá-lo, direi que foi por sua indicação. Passe no mural de inscrição, é o de cima que é o mural especial para indicações.

Menina_marota disse...

Isabel, sinceramente estou mais preocupada com a crise económica que se passa no País, com o desemprego, com centenas e centenas de pessoas a perderem poder de compra, a miséria e fome que se está a instalar cada vez mais no nosso País, do que com o casamento de quem quer que seja.

Respeito todos, desde que me respeitem a mim e é nessa base que tenho, pelo menos que eu saiba, 2 amigos homossexuais e nos respeitamos mutuamente.

Aliás ele não são de falar da sua vida privada e não tem nada a ver, com aqueles "teatros" que aparecem na Tv, porque são pessoas muito discretas e preocupadas com as suas atitude em sociedade...

Quanto à adopção de crianças este é um assunto muito sensível e que terá que ser igualmente muito bem debatido, porque o que está em causa é o equilíbrio da criança e não o dos futuros "pais"...

Um abraço carinhoso e bom fim de semana ;))

Alvaro Gonçalves disse...

Minha querida Isabel, li o seu artigo, polémico talvez um pouco, ou talvez mais apenas e somente uma opinião pessoal sua, coisa que denotei logo no principio de nossa "relação de amizade", mas cada um tem suas opiniões, há k saber respeta-las, mas por favor não deixe que atentem contra a inteligencia do ser humano, k todos os dias se levanta para ir trabalhar, ganhar o seu pão de cada dia, e tem o direito à chamada liberdade de expressão, e que infelizmente denotei aqui alguma falta de controle em especial num dos comentários, gente assim deveria fazer uma instropecção e ver k dentro deles habita talvez e quiça um ser diferente ...., se é que me entende, quanto a si Isabel, lamento se se ofendeu, pois o meu artigo não foi para sua ofença, senão você não teria escrito este e nem escrito a sua opinião da forma k a deu no meu Perfil.
Mas já agora deixo-lhe um pedido, se acha que as verdades que insisto em dizer brincando a ofende, não volte a passar por locais onde não se sente bem.
Eu continuarei a viver, a amar, a ser feliz, a lutar por direitos iguais. E se esses direitos passarem por vc ou outra mulher ter o direito de ter mais que um marido pois assim seja, afinal porque não, se as mulheres à uns anos atrás não tinham direitos quase nenhuns, porque não ter agora todos e mais alguns, ahhhhh posso já adiantar-lhe que para o ano que vem as mulheres já ganharam por exemplo o direito ao dever de cumprir com o dia da defesa nacional, nada como ter igualdade de direitos em todos os sentidos.
Beijos meio ensonados pois já são quase seis da manhã e eu ainda não dormi, rss.....

Alvaro Gonçalves disse...

Querida Isabel, entender entendi, a questão não está no que é falado mas sim da maneira como é falado, há que saber separar o trigo do joio, e não quase tornar banal ou ridiculo um assunto tão sério como a vida das pessoas, infelismente quem não entendeu o meu comentário foi vc amiga Isabel, mas não tenciono prolongar um assunto que não irá trazer proveito a ninguém, tal como disse aceito plenamente a sua opinião e a de qualquer um, desde k não insulte a intiligencia de nenhum ser humano, e quando falo isto falo também de alguns comentários de algumas pessoas k infelismente deveriam fazer uma introspessão e ver se serão mesmo aquilo que são, e embora não concorde consigo, não recrimino a sua opinião, muito pelo contrário, estamos num suposto estado de liberdade de expressão, graças a Deus, quanto ao resto, o quase banalizar um assunto sério como esse, lamento, mas não posso concordar, até porque iria contra tudo o que sempre defendi e defendo, a igualdade de direitos, seja de mulheres, homens, raças, credos, sexualidades e vontades, agora há que saber aceitar e conviver com as realidades.
Quanto a si, nada tenho contra muito pelo contrário, se a chamo de amiga, não é em vão, é porque mesmo com opiniões divergentes, nada pode ser colocado na frente de uma amizade como a nossa.
Quanto a discutir este assunto por email, obrigado minha querida, mas encerrei o assunto esta madrugada (apenas reabrindo por breves minutos para lhe responder pela ultima vez nesta questão) aquando da minha visita ao seu cantinho e que tenciono sempre voltar tal como o vou fazer e estou também fazendo agora, visto que não ficará só aqui no meu Perfil registado esta minha resposta a si, mas também aqui no seu cantinho que sempre adorei.
Beijos meu anjo, e já vou ver o seu outro artigo, que não o vi pois já se fazia demasiado tarde para mais visitas e leituras, mas aqui vou eu vê-la com o meu maior prazer tal como sempre o faço.

Ana Oliveira disse...

Esse Pereira Coutinho não me parece só homofóbico...parece-me deslocado no tempo e no espaço...saudades das fogueiras redentoras da idade media talvez...
Enfim, cá para mim mais valem dois pais ou duas mães cheias de amor que um pai e uma mãe que à força de desavenças e violência ensinam aos filhos que o homem tem o direito de bater no que é seu por "contrato" legal e que a contratada, para além de trabalhadora dependente 24 horas por dia deve ser maltratada por palavras e actos e ainda vir a correr com os chinelos e a cervejinha gelada no fim do dia.Talvez não passe de uma imagem demasiado batida mas não sabemos nós que quem cresce com violência se torna um adulto violento, que quem não conhece o respeito não sabe respeitar?
Isto sou eu a dizer que até nem tinha pensado muito no assunto...É preciso é ser feliz, desde que essa felicidade não magoe ninguém.
E já agora eu conheço dois saudáveis matulões, casados e pais de filhos, que foram criados, cada um, por duas mães, e são do melhor que há como seres humanos e até nem têm medo de deixar os filhos com as avós!!! Esquisito não é??

Nogueirajcs disse...

Eu citaria um excerto da(?) Fatly

"Não sou contra o casamento mais que justo entre dois seres do mesmo sexo, com direitos e obrigações como qualquer casal, desde que ambos queiram e para isso não era preciso "desmontar o casamento tradicional" e longe de achar que "sejam caprichos".
A vida sexual de cada um de nós, a nós pertence e é preferível assumir do que terem "duplicidades pela calada da noite".
Da mesma forma que acho que muitos poderiam adoptar crianças, talvez encontrassem mais amor que em muitos lares "de fachada, mas bem vistas na sociedade por serem tradicionais".
Ser feliz é que interessa mas com isso ninguém se preocupa e deixai-os ser felizes de uma vez por todas."

Eu não diria melhor.

Além do mais na "sociedade" portuguesa, continua-se não com a histeria do casamento mas a histeria de contra o casamento homo.
Senhores é casamento que se pretende, não é Sagrado Matrimónio.

Não são caprichos, são o adquirir direitos que um casal homo não tem estando junto há mais que "dois anos" no caso das Uniões de Facto. Uniões essas que não trazem quase beneficios nenhuns... digam o que disserem.
Sim ao casamento homo.