segunda-feira, abril 30, 2007

Banho de Sol ...

.... Bom Dia ...
... Boa Semana ...
Bj.,
Isabel

domingo, abril 29, 2007

Rosas ...

... para alegrarem o teu Domingo,
que te ofereço, a ti que estás aí ...
com um beijo.
Isabel

sábado, abril 28, 2007

Beijos ...

sexta-feira, abril 27, 2007

África Minha - III

África Dela

Eu nunca tive uma casa em África
mas Niza teve.

Nunca vi os pássaros alvorecendo no céu ateado de luz
mas Niza viu.

Nunca andei na longa estrada com os pés encarnados molhados de terra
mas a Niza andou.

Nunca senti o cacimbo arrefecendo a madrugada azul do palmar
mas a Niza sentiu.

Nunca brinquei com o macaco pequeno no dia dos meus anos
mas a Niza brincou.

Nunca comi o fruto da mangueira doce de sol e açúcar
mas a Niza comeu.

Nunca corri nas imensidões de areia acelerado sobre a rebentação
mas a Niza correu.

Nunca ouvi o batuque avançado descontrolado pelo meu corpo
mas a Niza ouviu.

Nunca descansei à sombra da árvore grande
mas a Niza descansou

Nunca cheirei o fogo espalhando a terra e o vento
mas a Niza cheirou.

Eu nunca voltei a África
mas a Niza regressou.

Fernando Camecelha

(Prefácio do Livro Volta à Zambézia, de Niza Paiva)

Este poema encontrei-o no Blog Livro e Autores , e não resisti a ilustrá-lo. De tudo o que o poema diz, e que não me aconteceu, é que eu não voltei a África.


Tenham um lindo fim-de-semana.

Beijos,
Isabel

terça-feira, abril 24, 2007

Uma Casa ...

Foi no domingo passado que passei

à casa onde vivia a Mariquinhas,

mas 'stá tudo tão mudado

que não vi em nenhum lado

as tais janelas que tinham tabuinhas.

Do rés-do-chão ao telhado

não vi nada, nada, nada

que pudesse recordar-me a Mariquinhas,

e há um vidro pregado e azulado

onde havia as tabuinhas.

Entrei e onde era a sala agora está

à secretária um sujeito que é lingrinhas,

mas não vi colchas com barra

nem viola, nem guitarra,

nem espreitadelas furtivas das vizinhas.

O tempo cravou a garra

na alma daquela casa

onde às vezes petiscávamos sardinhas

quando em noites de guitarra e de farra

estava alegre a Mariquinhas.

As janelas tão garridas que ficavam

com cortinados de chita às pintinhas

perderam de todo a graça

porque é hoje uma vidraça

com cercadura de lata às voltinhas.

E lá pra dentro quem passa

hoje é pra ir aos penhores

entregar ao usurário umas coisinhas,

pois chega a esta desgraça toda a graça

da casa da Mariquinhas.

Pra terem feito da casa o que fizeram

melhor fora que a mandassem pras alminhas,

pois ser casa de penhores

o que foi viveiro d'amores

é idéia que não cabe cá nas minhas

Recordaçoes do calor

e das saudades. O gosto

que eu vou procurar esquecer numas ginginhas,

pois dar de beber à dor é o melhor,

já dizia a Mariquinhas.---

"Vou Dar de Beber à Dor",

letra e música de Alberto Janes, intérprete Amália Rodrigues.

A todos vós, dedico esta imagem, desejando-vos um dia feliz.

Beijos,

Isabel

És contra a violência dos animais?

Então vota no selo que se encontra na barra lateral.

Obrigada

segunda-feira, abril 23, 2007

Espreitando ... pelo Buraco da Fechadura (3)



Desejo-te uma óptima semana.
Beijos
Isabel

sexta-feira, abril 20, 2007

Um Cheirinho a Primavera ... a Preto e Branco, com Côr.










A arte pode vencer a natureza, desde que o artista deixe nela a sua marca
Miguel Ângelo

... e como hoje é 6ª feira ...

é dia de te desejar um bom fim-de-semana.

beijos meus.

Isabel