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sábado, abril 16, 2011

Sabe onde é o seu local de voto?


Sabe onde é o seu local de voto?
Se não sabe, consulte:
http://www.recenseamento.mai.gov.pt/
está actualizado e funciona.

sexta-feira, abril 08, 2011

Não vendam o vosso Voto.

 
... DEVEMOS
Começar a pensar muito bem no dia 5 de Junho próximo ... Devemos começar a pensar muito bem no que tem sido sempre a mesma e habitual abstenção , que faz com que a nossa voz não se ouça ... Temos o direito e obrigação de começarmos a pensar em votar e em apelar ao voto em massa ... Que cada um na sua consciência, pense bem neste assunto e faça um apelo geral ao voto no dia 05 de Junho.    
(palavras de autoria de J.Nogueira)

quinta-feira, março 31, 2011

Petição para Auditoria Imediata das Contas do Estado.


Clique aqui !

O Movimento para a Democracia Directa - DD lançou uma Petição para Auditoria Imediata das Contas do Estado, cujo texto publico abaixo. Se concordar, subscreva e divulgue esta petição pública pelos seus contactos.

«Petição para Auditoria Imediata das Contas do Estado

A situação financeira, económica, social e política, de Portugal é ruinosa. No plano financeiro, o endividamento do Estado e a incapacidade de o Governo suster o crescimento da despesa provocaram um aumento incomportável da taxa de juro e impedem o financiamento do Estado para que este possa solver os seus compromissos. No plano económico, assiste-se, sem reacção governativa eficaz, à falência e ao encerramento de empresas e à diminuição da produção. No plano social, a redução do rendimento e o aumento do desemprego asfixiam as famílias, reduzem o bem estar das comunidades e forçam à emigração. No plano político, verifica-se a deriva ditatorial do governo, que desrespeita a Constituição, restringe a liberdade e distorce a democracia.

A desconfiança no Governo não é apenas dos credores. Os cidadãos portugueses estão perplexos face ao descontrolo da despesa, ao falhanço de todas as previsões do Governo e à apresentação de sucessivos planos de estabilização financeira que logo são substituídos por outros. A taxa de juro subiu acima do ponto de não-retorno (8,86% na taxa das obrigações do Estado, a cinco anos, em 29-3-2011), mas o Governo afirma que não pede socorro financeiro à União Europeia/FMI e tenta empréstimos em condições gravosas.

Perante o colapso, vão ser convocadas eleições legislativas antecipadas. O Governo não pode distorcer a democracia com uma organização enviesada do sufrágio, como sucedeu nas últimas eleições - legislativa e presidencial -, subvertendo as regras do processo eleitoral democrático. Não pode haver eleições verdadeiramente livres e justas sem uma imprensa livre da tutela directa e indirecta do Governo PS, sem que todos os eleitores saibam qual é a sua assembleia de voto (resolvendo a trapalhada do voto de eleitores com cartão do cidadão) e, principalmente, sem ser informado da situação financeira do Estado e do seu sector empresarial.

No momento actual do País, a falta de conhecimento da verdadeira situação das contas do Estado, e do seu sector empresarial, é a principal preocupação do País. O povo não sabe. E tem o direito de saber.

Assim sendo, os cidadãos abaixo identificados requerem aos partidos representados na Assembleia da República, com o patrocínio do Presidente da República, a designação urgente de uma equipa para a realização imediata de uma auditoria independente e rigorosa das contas do Estado, através da Unidade Técnica de Apoio Orçamental do Parlamento, do Banco de Portugal e do Tribunal de Contas, e a publicação de um relatório, até à data de início da campanha eleitoral, sobre a situação financeira do Estado e do seu sector empresarial.»

quinta-feira, março 10, 2011

Iniciativa Legislativa de Cidadãos, contra o Acordo Ortográfico.

Se estiveres de acordo ... não fiques, pfvr. de braços cruzados ...

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!

25 de Setembro de 2008

Leia, assine e divulgue a ILC contra o AO!

http://ilcao.cedilha.net/

Tudo começou no dia 25 de Setembro de 2008, num “post” em que se referia a possibilidade de avançar com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra a entrada em vigor do Acordo Ortográfico.

A ideia foi lançada através do Twitter, em 29 de Novembro do ano passado, e imediatamente colheu aceitação junto das diversas comunidades virtuais.

A 5 de Dezembro, a nossa Causa “Não queremos o Acordo Ortográfico!“, na rede social Facebook, passou a ser a peça central do movimento e foi registando um número imparável de adesões.

Redigida e publicada a ILC, começaram a ser recolhidas assinaturas no passado dia 8 de Abril de 2010, centralizando-se toda a informação no site http://ilcao.cedilha.net.

A 5 de Dezembro, a nossa Causa “Não queremos o Acordo Ortográfico!“, na rede social Facebook, passou a ser a peça central do movimento e foi registando um número imparável de adesões.


Pretendemos recolher as 35.000 assinaturas necessárias, ainda durante esta sessão legislativa, para levar a discussão e votação parlamentar um Projecto de Lei que revogue a entrada em vigor do Acordo Ortográfico.

 O texto integral da ILC: http://ilcao.cedilha.net/?page_id=92.

Nos termos da lei que regula as Iniciativas Legislativas de Cidadãos, são necessárias 35.000 assinaturas... em papel.

Pode encontrar (e imprimir directamente) o impresso para assinatura individual no endereço seguinte: http://ilcao.cedilha.net/?page_id=273.


Preencha-o conforme as instruções nele indicadas e envie-o por correio normal para o endereço

Apartado 53

2776-901 Carcavelos

Para preencher o impresso de subscrição, precisa de saber qual é o seu número de Eleitor e Freguesia/Concelho onde se recenseou.

Se não sabe, é fácil. Entre no endereço http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ e «Indique o Nome ou Número de Identificação e Data de Nascimento».




e-Censos 2011

(clica na imagem)

Mas será que o Estado tem direito a invadir assim a nossa privacidade?

Já conhecem as perguntas a que somos obrigados a responder?
Elas encontram-se aqui neste >link . Não deixem de as ler ....

Fugir ao Censos pode dar multa de 250 a 3 740 euros (notícia >aqui)

Ninguém refila?

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Apoio à petição da criminalização do enriquecimento ilícito



Subscrevi a petição da criminalização do enriquecimento ilícito, que o jornal Correio da Manhã, lançou. A corrupção é um dos maiores problemas da democracia representativa portuguesa e todas as medidas legítimas que a combatam devem merecer o nosso apoio. Proponho aos companheiros, aos meus visitantes e amigos a subscrição desta petição.

Petição pela criminalização do enriquecimento ilícito


"O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O infractor será isento de pena se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."

segunda-feira, janeiro 03, 2011

O que faz falta é avisar a malta ...

Embora antiga ... serve esta música para a triste situação actual de Portugal ...

segunda-feira, novembro 08, 2010

Via Justa


Após diagnóstico conjunto da doença moral do País, lançamos um novo caminho de recuperação e desenvolvimento, baseado no Partido Social Democrata-PSD e tendo como missão o serviço de Portugal: a Via Justa. Quem sinta arder em si a chama da Pátria, se insira na ideologia defendida pelo Partido Social Democrata-PSD, e concorde com os princípios, objectivos e programa que abaixo expomos, junte-se a nós (escreva para viajusta@gmail.com).


Alexandre Vieira

António Balbino Caldeira

António Cardoso

António V. Filipe

Emanuel Manzarra

Henrique Sousa

Isabel Filipe

José António Borges da Rocha

Luís Gaspar

Paulo Carvalho

Paulo Henriques

Rui Rodrigues

Tiago Soares Carneiro

Zeferino Boal
___________________________________________

Declaração de abertura da Via Justa do PSD


A Via Justa é uma linha política, aberta a militantes e simpatizantes do PSD, que tem como princípios a dignidade humana, a democracia directa e um programa ideológico moderado e como objectivos a modernização do funcionamento do Partido e a afirmação de uma posição autónoma do Partido para o serviço de Portugal.

Acreditamos que o principal valor social é a dignidade humana. A dignidade humana é a raiz divina da liberdade, da democracia e do Estado de direito.

Promovemos a democracia directa como sistema de funcionamento do Partido e do Estado, para a maior integração dos cidadãos na vida política, através das seguintes propostas:

  1. Eleições primárias para todos os cargos electivos do Estado e das autarquias e para todos os órgãos nacionais, distritais e locais, do Partido;
  2. Separação efectiva dos poderes executivo, legislativo e judicial, auto-governo da magistratura judicial e do Ministério Público, através de conselhos superiores sem representantes de nomeação política, e controlo legal dos serviços de informação do Governo;
  3. Liberdade de apresentação de candidaturas independentes a todos os órgãos políticos nacionais e autárquicos;
  4. Sistema eleitoral misto nas eleições para a Assembleia da República, circunscrições de eleição uninominal, compensado com um círculo eleitoral nacional para representação parlamentar de tendências minoritárias;
  5. Escrutínio prévio obrigatório dos candidatos a nomeação política através de audiência parlamentar pública e prestação de contas aos eleitores, responsabilização pessoal dos eleitos, convocação popular de eleitos (recall), suspensão do mandato para titulares de cargos políticos acusados de crimes de relevo e supressão da imunidade política por factos estranhos ao mandato;
  6. Facilitação do direito de iniciativa popular de apresentação de propostas legislativas sobre quaisquer matérias e de apresentação de propostas ao nível autárquico, e o aproveitamento de actos eleitorais para consultas populares;
  7. Financiamento partidário e eleitoral transparente;
  8. Registo de interesses dos candidatos a cargos de nomeação política, partidários, altos cargos da administração pública e magistrados (nomeadamente a sua pertença a organizações secretas ou discretas), além da declaração patrimonial e de rendimentos;
  9. Liberalização do direito de expressão, informação e opinião, através da revisão do Código Penal e Código de Processo Penal, eliminação da ERC e atribuição das suas competências executivas aos tribunais, proibição de detenção do controlo, directo e indirecto, pelo Estado de media e transformação da RTP num canal neutro de serviço público;
  10. Transparência das contas e estatísticas do Estado e da administração regional e local, com responsabilização dos dirigentes e funcionários por falsificação e omissões.

Defendemos um programa ideológico moderado para o Partido e o País, tendo como farol o seu património de valores e práticas orientados pela doutrina social: 
  1. A reforma do Estado social;
  2. A revalorização do trabalho;
  3. O combate à corrupção;
  4. Moralização dos salários, prémios e benefícios marginais, dos dirigentes de empresas públicas e institutos públicos;
  5. Apoio ao desenvolvimento em vez do incentivo à dependência do Estado;
  6. A responsabilização dos cidadãos, recentrando o Estado no papel supletivo de apoio;
  7. A protecção laboral dos trabalhadores;
  8. Reforma fiscal que desloque a incidência da receita do trabalho para o consumo, reduzindo o obstáculo fiscal à criação de emprego, e racionalize o sistema de impostos;
  9. Reforma da administração pública, reintroduzindo a avaliação pelo mérito em detrimento da promoção do favoritismo;
  10. Política de «tolerância zero» face ao crime e fim do funcionamento de dois sistemas legais no País, eliminando a segregação permissiva na aplicação da lei, complementada com uma política de integração laboral, económica e social de populações mais pobres;
  11. Revisão do Código Penal e do Código do Processo Penal com o propósito da eficácia e do bem-estar dos indivíduos e da sociedade;
  12. Reforma do rendimento social de inserção, recuperando os beneficiários para o trabalho em empresa, em instituições particulares de solidariedade social e em autarquias, mediante remuneração, e aplicando a assistência social do Estado para casos de doença e impossibilidade de trabalho, bem como a mudança do paradigma de burocracia na assistência para a assistência directa e ajuda à criação de um projecto de vida;
  13. Promoção real do empreendedorismo ao nível local e regional, com o envolvimento indispensável de universidades e institutos politécnicos;
  14. Facilitação do licenciamento comercial, de serviços e industrial;
  15. Reformulação do sistema nacional de saúde da oferta para a procura, mantendo a sua tendência gratuita;
  16. Consolidação do sistema público nacional de educação, com a revalorização da missão do professor e a meta de um ensino de excelência;
  17. Revisão do programa de Novas Oportunidades, virando-o para o progresso de competências, em vez da certificação laxista de graus;
  18. Revisão do registo civil, para evitar a multiplicação de registos falsos de crianças e a obtenção ilícita de bilhetes de identidades múltiplos, com a finalidade de acesso ilegítimo a subsídios sociais;
  19. Equilíbrio orçamental;
  20. Rigor e transparência nas contas públicas e estatísticas do Estado;
  21. Contenção da despesa pública, começando com o exemplo de frugalidade nos gastos dos cargos políticos e dirigentes da administração;
  22. Autonomia real das instituições desportivas face ao Governo, mantendo o Estado programas de apoio que serão aplicados pelas federações desportivas;
  23. Promoção activa do conceito estratégico de defesa nacional, articulando e integrando as várias forças militares, para-militares e policiais de modo a cumprir os objectivos de segurança nacional;
  24. Revisão da Constituição da República, eliminando o seu carácter programático e reformando o sistema político com vista à criação da IV República.
Entendemos que o objectivo de modernização do funcionamento político do Partido e do Estado se conseguirá com a reforma da democracia representativa e a adopção das medidas de democracia directa que propomos e seguimos.

E finalmente, clamamos por uma verdadeira posição autónoma do Partido Social Democrata face ao sistema socialista, tendo como missão exclusiva o serviço de Portugal.

sexta-feira, julho 30, 2010

Homenagem a ANTÓNIO FEIO.

António Jorge Peres Feio (Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954Lisboa, 29 de Julho de 2010) foi um actor e encenador português condecorado, a 27 de Março de 2010, com o grau honorífico de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.[1]
Viveu em Moçambique até aos sete anos, tendo-se instalado em Lisboa, com a família. Estreou-se aos onze no teatro, com a peça de Miguel Torga, O Mar, dirigida por Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais. Chega cedo à televisão e ao cinema, participando ainda em folhetins na rádio e campanhas publicitárias. Em 1969, profissionalizado na companhia teatral de Laura Alves, volta a Moçambique, em digressão com a peça Comprador de Horas. Retirou-se dos palcos, tendo trabalhado como desenhador num atelier de arquitectos. Em 1974 está, de novo, no Teatro Experimental de Cascais, de onde sai para formar, com Fernando Gomes, o Teatro Aquarius. Passa de seguida para a Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira, Teatro Popular-Companhia Nacional I, sob a direcção de Ribeirinho, Teatro São Luiz, Teatro Adóque, Teatro ABC, Casa da Comédia, Teatro Aberto, Teatro Variedades, Teatro Nacional D. Maria II.
Começa a encenar com o espectáculo Pequeno Rebanho Não Desesperes de Christian Giudicelli, na Casa da Comédia. Segue-se Vincent de Leonard Nimoy, no Teatro Nacional D. Maria II e O Verdadeiro Oeste de Sam Shepard, no Auditório Carlos Paredes. Faz, como actor, Inox-Take 5 (1993) com José Pedro Gomes e é o início de um trabalho em conjunto e de uma "dupla" que dura até aos dias de hoje. Começa a dirigir cursos de formação de actores no Centro Cultural de Benfica e forma com vários alunos alguns grupos: O Esquerda Baixa e o Pano de Ferro, e com eles faz alguns espectáculos. Seguem-se muitas outras encenações sendo as mais importantes: A Partilha de Miguel Falabela e O Que diz Molero de Diniz Machado (Teatro Nacional D. Maria II); Perdidos em Yonkers de Neil Simon e Duas Semanas com o Presidente de Mary Morris (CCB e Teatro Nacional S. João); Conversa da Treta de José Fanha (Auditório Carlos Paredes); O Aleijadinho do Corvo de Martin McDonagh (Visões Úteis/ Teatro Rivoli); Arte de Yasmina Reza (Teatro Nacional S. João); Bom Dia Benjamim de Nuno Artur Silva, Luís Miguel Viterbo e Rui Cardoso Martins (CCB e Expo98); Portugal Uma Comédia Musical de Nuno Artur Silva e Nuno Costa Santos (Teatro São Luiz); Popcorn de Ben Elton ao lado de Helena Laureano, Deixa-me Rir de Alistair Beaton,Jantar de Idiotas e O Chato de Francis Veber (Teatro Villaret).
Para além do teatro fez televisão (popularizou-se em sitcoms como Conversa da Treta ou programas como 1, 2, 3); algum cinema (com Alfredo Tropa, Eduardo Geada, Luís Filipe Costa e Fernando Fragata), traduções e muitas dobragens. Mantinha-se na rádio com uma crónica humorística na TSF. Acabou por falecer, na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz, vítima de um cancro no pâncreas contra o qual lutava há largos meses.

Desde ontem Portugal ficou mais pobre ... um grande Homem, actor e encenador, partiu ... ficarão para sempre na nossa memória os seus trabalhos e tudo o que nos deixou.

Fomos colegas de Liceu, lá em Lourenço Marques, hoje Maputo, local onde ambos nascemos.

Fica aqui a minha pequena homenagem.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Os Vampiros ...

Em reedição ... porque convém não esquecer ...



ZECA AFONSO
Vampiros


No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada


A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada



No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada




e porque esta é a minha canção preferida,


de Zeca Afonso ...


e porque infelizmente continua tão actual.


Beijinhos




Isabel



domingo, setembro 20, 2009

A Ilha da Madeira ...

Por julgar oportuno ...
reposição do Post colocado em 17/Jun/2007.


deixo-vos umas fotos do nosso passeio pela Madeira, durante as férias ....
é espantoso o que na Madeira está feito ... o que a Madeira evoluiu....

reparem nas fotos:
não se vê lixo (juro que não andei a varrer as ruas antes de tirar as fotos)....
não se vê um local sem iluminação....
não se vê uma rua sem ser alcatroada ....
os bueiros das ruas são limpos, em todo o lado ... inclusivé nos cantos mais perdidos das serras: resultado - não há ruas alagadas quando chove (já alguém experimentou atravessar Sete Rios em Lx, a seguir a uma chuvada???)


há Centros de Saúde por tudo quanto é sítio ... nos locais mais recônditos ...

as caras das pessoas mostram alegria ... e porque não??? bem estar também...

venham comparar aqui no Concelho de Setúbal, em Azeitão.... e vejam o que se passa ...
a rua onde moro nem sequer alcatrão tem ... e iluminação pública ... só de há um ano para cá...

e ... depois ainda há quem se espante com os resultados das eleições na Madeira ....

agora imaginem os túneis da Madeira a serem embargados como o do Marquês ....


beijinhos
Isabel

sábado, setembro 12, 2009

O Livro "Dossier Sócrates"


Oi Pessoal ...


Para os interessados, cliquem nos links abaixo e gravem no vosso PC.


Não tentem abrir directamente, pois o ficheiro "pdf" é enorme.



Segue informação:


5.302 exemplares do livro descarregados (downloads), às 23:56 de 4-9-2009 - dois dias depois da publicação d' «O Dossiê Sócrates». E 1.499 exemplares descarregados em menos de 24 horas (nota escrita às 12:39 de 3-9-2009).




Para download gratuito: clique aqui, grave o ficheiro e só depois abra*.

.Para comprar o livro impresso (14,95 € + 6,08 € de portes): clique aqui.



Com factos novos e documentos inéditos
descobertos, publico em livro "O Dossiê Sócrates". Este livro contém o revisto trabalho de investigação publicado no blogue Do Portugal Profundo sobre o percurso académico do primeiro-ministro José Sócrates - e ainda uma introdução sobre o contexto da investigação e um epílogo onde são revelados factos e documentos novos (não publicados no blogue), entretanto destapados. São ao todo 405 páginas, das quais 251 correspondem aos posts revistos publicados no blogue e o resto a material novo.

Trata-se de um trabalho que comecei após o período de nojo do inquérito judicial aberto por queixa do "primeiro-ministro enquanto tal e cidadão" José Sócrates, que terminou em Janeiro de 2008, como se sabe, com o arquivamento da queixa e a não apresentação, pelo queixoso, de acusação particular contra mim. Reuni os posts que publiquei sobre o caso e, pacientemente, fui explorando novos caminhos de pesquisa para descobrir e esclarecer novos factos, que me pareceram ser importantes do conhecimento público, sobre o percurso académico (que constitui vida pública) do primeiro-ministro de Portugal.

Por ser importante, revelo abaixo a saga da publicação de mais um livro proibido e a necessidade de recurso à publicação nos EUA (na Lulu.com) para vencer os bloqueios da publicação em Portugal.

Comunicado ao grupo editorial Leya o meu propósito de edição do livro, recebi no próprio dia a manifestação do interesse na publicação. Apresentei o conjunto de posts que compôem a II Parte do livro e o interesse da editora manteve-se - e cresceu quando depois entreguei a I Parte (a Introdução) na qual contava o contexto da pesquisa e as vicissitudes do afrontamento do poder quase-ditatorial do Governo. Paralelamente, trabalhei ao longo de meses no desenvolvimento do livro, e investigando os novos factos. Até que, em 27 de Fevereiro de 2009, entreguei à Leya uma versão preliminar da III Parte (a Conclusão) do livro, com a descrição de alguns factos novos e a interpretação de documentos inéditos. A insistência constante da editora para que eu terminasse o livro foi substituída por um silêncio absoluto: nem mais um pio. Nunca mais se atendeu o telefone, nem se respondeu aos mails, nem às mensagens. Nem, estranhamente, sequer se correspondeu ao pedido legítimo e formal de devolução do material entregue. Nada.

Contactei outras editoras, mas também não tive êxito na edição do livro. Uma delas - aparentemente insuspeita... - nem sequer respondeu ao mail que lhe enviei. E outra também recusou. Finalmente, já no final de Julho de 2009, uma editora mostrou-se interessada, oferecendo-me a possibilidade de colocar o livro para download pago e eu fazer o co-financiamento da edição impressa (co-financiamento que se destinava a prevenir o risco do bloqueio da distribuição e venda em prazo útil). Alguém, do meio, explicou-me depois a dificuldade e receio de, no Portugal socratino, uma distribuidora fornecer, e as cadeias de livrarias e superfícies comerciais exporem e porem à venda, um livro intitulado... "O Dossiê Sócrates"...

Frustrada a tentativa de edição tradicional em tempo útil, sem meios para o co-financiamento da edição impressa, sem interesse numa versão digital paga, e sem a difusão natural e distribuição corrente nos pontos de venda, decidi contornar o obstáculo da edição, distribuição, exposição e venda, com a publicação integral gratuita do livro em linha e a possibilidade de compra para os leitores que queiram ler e ter o livro impresso. O valor de compra do livro impresso cobre apenas o custo da edição, e com os portes, não é superior ao preço de edições similiares no mercado. Escolhi propositadamente um tamanho de papel mais longo, o qual permite um custo baixo (14,95 euros + 6,08 euros de portes = 21,03 euros). Podia cobrar também pela edição digital; porém como o meu objectivo não é económico, mas político, o livro fica disponível para o download gratuito dos leitores. As duas modalidades estão disponíveis na Lulu.com. Creio que a alternativa que escolhi responde à máxima difusão possível e conveniência dos leitores.

Recomendo aos leitores, pelos motivos conhecidos, a precaução de obterem rapidamente o livro (na versão digital gratuita ou na versão impressa paga). Antes que seja tarde...

informação retirada daqui

sábado, agosto 08, 2009

Homenagem a RAUL SOLNADO.

Hoje ... este grande Homem, deixou-nos ...

sinto-me imensamente triste ...

a ele devo imensas das gargalhadas que dei, e que continuarei a dar ao ouvi-lo ...

em jeito de homenagem, fica aqui um dos trabalhos dele:



Raul Solnado, a vida não se perdeu*


08.08.2009 - 17h54 Alexandra Prado Coelho


Raul Solnado, que morreu esta manhã, deixou gravado um último trabalho para a televisão: "As Divinas Comédias", uma série de quatro documentários produzida pelas Produções Fictícias e pela Até ao Fim do Mundo, para a RTP 1, apresentada por Bruno Nogueira e Raul Solnado – a mais jovem e a mais antiga gerações do humor em Portugal.

Seria uma história do humor em Portugal contada por um dos seus principais protagonistas. Nascido em Lisboa em 1929, Solnado começou a carreira como actor no teatro amador, na Sociedade Guilherme Cossul, em 1947.

Numa entrevista a Duarte Mexia, na "Pública", em 2002, conta como tentou ainda trabalhar na loja de móveis do pai, em frente à penitenciária – "não sabia o que queria ser na vida, sabia que queria ser actor, mas era uma coisa muito vaga". Mas já nessa altura aproveitava todas as oportunidades para ir ver os espectáculos dos seus ídolos, Vasco Santana, João Villaret, António Silva, Laura Alves. Quando começou a fazer teatro amador todas as dúvidas desapareceram, e acabou por comunicar ao pai: "olhe pai, vou para o teatro". Foi.

Em 53 estreou-se na revista com "Viva o Luxo", no Monumental. E no final da década no cinema com os filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo". Conta, na mesma entrevista, que no princípio do seu trabalho na revista dizia "pouco mais do que meia dúzia de frases", e que foi o actor António Silva, que "era muitíssimo tímido", que lhe começou a achar piada e a puxar por ele. Mas o grande sucesso surgiu em 1961, com as rábulas e, sobretudo, com "A Guerra de 1908", um texto espanhol adaptado para português por Solnado. A história de um soldado que vai "bater à porta da guerra", editado em disco em 1962, torna-se um "best-seller".

Foi, recordava Solnado, "um grande salto, ‘o pulo do gato’", e, subitamente, uma popularidade "asfixiante" – tão asfixiante que o humorista teve que ir para o Brasil para poder respirar. "Eu ligava o rádio e lá estava eu a contar histórias. As pessoas convidavam-me para jantar e lá estava o disco, para eu ouvir. Sentia-me perseguido por mim mesmo". O sucesso não se devia apenas ao facto de ser um texto “fabuloso”. Portugal estava em plena guerra colonial e, mesmo falando sobre outra guerra, "o texto foi como um grito", e Solnado achava estranho que a censura na época o tivesse deixado passar. "Os militares nos combates que tinham diziam as minhas frases, era como uma libertação". Havia nesta história de uma guerra que fechava à hora marcada um lado de "nonsense" "que em Portugal nunca se tinha ouvido". A popularidade foi tal que Solnado brincava dizendo que era “uma vítima da guerra".

O ano de 62 continuou a correr bem. Venceu o Prémio de Imprensa para melhor actor de cinema. Em 63 o sucesso continuou com o espectáculo Vamos contar Mentiras, com Florbela Queirós e Armando Cortês. O público era exigente. Mais do que exigente: "Quando a peça acabava exigiam que eu contasse mais histórias. [...] Um dia não contei, estava cansado ou doente, já não sei, e apedrejaram-me a carrinha. Foi horrível". Na ressaca do sucesso da "guerra", Solnado regressou ao Brasil – onde tinha tido uma experiência falhada em 1958 – e desta vez as coisas correm muito melhor. "Entrei pela porta grande".

Em 1964 o actor e humorista tornou-se empresário, fundando o Teatro Villaret – na peça de estreia, em 1965, "O Impostor-Geral" foi o protagonista. Passou a fazer tudo como queria – “escolhia desde o tecido, a cor da tinta para escrever a peça, como se traduz, até à forma como se fazia a publicidade do lançamento” – mas pagou um preço, com os credores a baterem-lhe à porta. Os textos humorísticos continuavam a ser editados em disco: Chamada para Washigton (em 1966), Cabeleireiro de Senhoras (68), e no início de 69 a compilação O Irresistível Raul Solnado.

É então que surge o segundo momento marcante da carreira: o programa Zip-Zip, gravado no Teatro Villaret, apresentado por Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, muda a televisão em Portugal. Dura apenas sete meses, mas, em plena primavera marcelista, é uma “pedrada no charco”. “Pela primeira vez um programa de televisão marcava a agenda das conversas dos portugueses”, recordava Adelino Gomes no Público em 2002. O primeiro Zip-Zip foi gravado num sábado, 24 de Maio "perante uma plateia de amigos e curiosos que compraram um bilhete de entrada por dez escudos". A crítica não poupou os elogios, e os autores recebem agradecimentos de pessoas na rua. Intelectuais, escritores, artistas, figuras que nunca tinham tido oportunidade de falar na televisão, passaram pelo palco do Villaret naqueles sete meses que durou o programa cujo nome foi inventado por Solnado durante uma viagem ao Porto – um nome que era bom "precisamente porque não queria dizer nada". E se na primeira gravação foi preciso convidar pessoas para assistir, nos seguintes os bilhetes esgotavam-se com enorme antecedência. E as ruas de Lisboa ficavam vazias às segundas-feiras à noite. O sucesso televisivo volta a repetir-se (embora com um impacto diferente, porque por essa altura Portugal já tinha mudado) em 1977 com o programa A Visita da Cornélia, em que a interlocutora de Solnado era a vaca Cornélia.

Solnado continua a fazer teatro – "Há Petróleo no Beato" (1981) é um imenso sucesso – ao mesmo tempo que mantém presença na televisão. Novamente com os amigos Fialho Gouveia e Carlos Cruz apresenta o programa O Resto São Cantigas, em que se recordam músicos da época áurea da música ligeira portuguesa, e mais tarde apresenta o concurso Faz de Conta. É protagonista da "sitcom" "Lá Em Casa Tudo Bem", mas é no filme "A Balada da Praia dos Cães" (1987), de José Fonseca e Costa, que revela o seu extraordinário talento como actor dramático.

Em 1991 publica a sua biografia, "A Vida Não Se Perdeu", escrita por Leonor Xavier (que foi sua mulher durante 15 anos). Em 93 participa, ao lado de Eunice Muñoz na telenovela "A Banqueira do Povo" e continua a fazer teatro – nomeadamente a peça "O Magnífico Reitor" (2001), de Freitas do Amaral.

Numa homenagem, em 2002, no Festival Internacional de Humor de Lisboa, no Tivoli, Carlos Cruz agradeceu ao amigo. "Não temos o direito de lhe exigir nada porque ele nos deu tudo", disse. "Cinquenta anos, Raul, não é nada. É o teu princípio". Seis anos depois, a nova geração do humor em Portugal ainda teve a ajuda dele para a ajudar a contar a história.

Notícia actualizada às 18h40* título da biografia do actor e humorista escrita por Leonor Xavier e publicada em 1991


fonte: aqui

segunda-feira, junho 15, 2009

Democracia Directa ...

Para os eventuais interessados poderem tomar conhecimento:

Movimento para a Democracia Directa : clica aqui pfvrf

segunda-feira, junho 08, 2009

Porque os outros se mascaram ... mas tu não ...

E ... porque hoje até estou feliz ...


Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen



(clica pfvr na setinha para ouvires a música completa,

mas desliga a música de fundo na barra lateral para não haver sobreposições)









quinta-feira, abril 30, 2009

Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet...


Não sei se é tanga... mas se fôr verdade é muito grave !


URGENTE:
VOTAÇAO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009


Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!
Aja agora!
O acesso à internet não é condicional
Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos...
Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.
Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propôr no final de Abril. Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site.
As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.
Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje.
A razão é simples...
Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta situação.
A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e informativa do cidadão.
Recentemente, vieram com a ideia que a pirataria de vídeos e música promove o terrorismo (http://diario.iol.pt/tecnologia/mapinet-internet-pirataria-terrorismo-crime-tvi24/1058509-4069.html ) para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as novas regras...
Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua liberdade de escolha lhe fosse retirada?
Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos comércio.
Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.
Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de intermediários.
Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.
Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá encontrar.
Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos amigos poderosos, teremos de fechar.
Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.
Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos mais.
Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão ( como já se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.
Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso livre da internet.
A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.
Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa coisa chamada "Pacote das Telecom´s" disfarçando estas leis de algo que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.
Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.
Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.
O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.
Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.
Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os seus actos no Parlamento.
Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo, colabore e faça o que pode por esta causa...
A internet é tão sua como deles...
Divulgue esta mensagem o mais que possa...
Pode também escrever aos seus deputados...
Estes são os nossos deputados no Parlamento Europeu:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deputados_de_Portugal_no_Parlamento_Europeu_(2004-2009)
ou
http://www.europarl.europa.eu/members/expert/groupAndCountry/search.do;jsessionid=69ADF04943C000194117E9C7032EEC31.node1?country=PT&language=PT
Para mais informações sobre a lei:
http://www.laquadrature.net/en/telecoms-package-towards-a-bad-compromise-on-net-discrimination
http://www.laquadrature.net/wiki/Telecoms_Package
http://en.wikipedia.org/wiki/Telecoms_Package
http://www.blackouteurope.eu/

Fonte: aqui

Beijinhos e

Bom Fim de semana.

Isabel

terça-feira, setembro 23, 2008

Petição pelo Resgate para Portugal, dos Militares Mortos na Guerra do Ultramar / Guerra Colonial.

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa,

As cidadãs e cidadãos abaixo assinados pretendem que o Estado Português cumpra o dever patriótico de trasladar para Portugal – para as suas terras de origem, de onde partiram para a Guerra do Ultramar / Guerra Colonial - os restos mortais dos Combatentes que morreram ao serviço da Pátria e ficaram enterrados em campas espalhadas pelos antigos territórios ultramarinos.

Assim, e ao abrigo do Decreto-Lei nº. 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei nº. 6/93, de 1 de Março, pela Lei nº 15/2003, de 4 de Junho e pela Lei nº. 45/2007 de 24 de Agosto, subscrevemos o requerimento, proposto pelo “Movimento Cívico de Antigos Combatentes”, a enviar à Assembleia da República para:

1 – Que seja decretada a trasladação para Portugal dos restos mortais dos militares mortos e abandonados em terras africanas, em cumprimento do mais elementar desígnio das nações civilizadas e para dignificar a memória dos que morreram ao serviço da Pátria.
2 – Que esses restos mortais sejam trasladados para Portugal, entregues às respectivas famílias e/ou depositados junto do Monumento Nacional aos Combatentes, em local apropriado e digno.

Até esta situação estar resolvida, as Comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal e das Comunidades - continuarão ensombradas pela ausência daqueles que, lutando sob a bandeira de Portugal, por ela deram o sacrifício máximo, a própria vida.

Apoiam esta Petição, além dos subscritores da mesma, muitas associações de Antigos Combatentes e outras Instituições.


Se estiveres de acordo com o assunto desta petição, por favor ajuda na sua divulgação, colocando no teu blog, site ... enviando para os teus contactos. Clica na imagem e assina. OBRIGADA.

Esta imagem fui eu que a fiz , se eventualmente gostares da mesma ... estás à vontade para a utilizar ... (p.e., colocando-a na tua barra lateral), se assim o entenderes, o código é o seguinte:


Porque é de TODA a JUSTIÇA.

Conto convosco.

OBRIGADA

sábado, maio 31, 2008

Parem o ASSALTO !!!

Imagem da Barberia do Sr. Luis

(clica no balão e lê, pvfr.)



GALP VAI BAIXAR OS PREÇOS EM UM CÊNTIMO
Seria descaramento se não baixasse depois de ter aumentado sempre que o crude subiu nas bolsas. De caminho tenta desmobilizar os boicotes, provando que vale a pena protestar e boicotar.
É necessário impor regras de concorrência no mercado dos combustíveis e isso só é possível se a GALP, que domina o mercado, se sentir prejudicada pelos consumidores. É importante manter o boicote à GALP já que Autoridade da Concorrência parece ter sido criada para ir aos beberetes. (in
O Jumento).


Imagem de autoria de aDesenhar

segunda-feira, maio 26, 2008

Vamos TODOS participar no Boicote ... Contra o Aumento do Preço dos Combustíveis.

Imagem de autoria de aDesenhar




Aproveitando a excelente Tshirt d´Adesenhar, seguindo o recado do Jumento e a proposta da Barbearia do Senhor Luis, passo a transcrever a proposta blogoesférica de boicote ás grandes empresas petrolíferas:
"Ainda hoje, e depois de tudo o que se tem dito, a GALP decidiu aumentar mais uma vez os preços dos combustíveis num jogo incrível de arrogância para com os consumidores e de pressão sobre o Estado (todos nós) para abdicar de parte dos seus rendimentos a favor dos interesses da GALP.


Como o Jumento diz há que centrar, por tempo indefinido, o boicote a cada um dos grandes pois só assim se conseguirá dar resposta à prepotência.


Um boicote total à GALP poderá fazer a GALP perceber que estamos fartos da armadilha que nos está a montar. Se o Governo não consegue fazer frente a esta gente é a vez dos consumidores agirem em defesa dos seus interesses.

O desafio fica feito e há que multiplicar a ideia ...!

Enquanto a GALP não baixar os preços responderemos radicalmente e, já a partir de hoje, passemos a bomba da GALP. Certamente haverá perto outro fornecedor que, mesmo que esteja a praticar política semelhante, fica igualmente avisado que a seguir lhe será aplicada medida igual."
Proponho ainda que quem tenha habilidade ou sabedoria suficiente construa um logotipo de boicote aos produtos GALP a ser afixado em todos os Blogs que venham a aderir a esta campanha ou então podem colocar este:

Adere a esta Campanha



Podes encontrar no MaisGasolina, os postos com combustível mais barato !

(Este post é de autoria do Miguel, do Blog A Minha Matilde & Cª).



Adere! Publica e divulga no teu Blog.

quarta-feira, maio 07, 2008

A Minha Pátria é a Língua Portuguesa.


De fato, este meu ato é devido à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa.
Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço de comemoração onde se irá comer um arroz de pato ...
Ora ... como a esta ora ainda está úmido lá fora ... , de fato lá terei hoje de vestir um fato ...

Concordas com o modo de escrever acima exemplificado?
Se não concordares, clica na imagem que se segue e assina:

Nota:

Não posso deixar de aqui expressar, que esta minha posição não significa qualquer tipo de discriminação com o nosso povo irmão (Brasil) ...

Registo aqui algumas opiniões:

peciscas disse...
Ora aí está uma forma bem humorada de chamar a atenção para uma questão que está a levantar bastante polémica.Conforme diz o Amaral, em tudo há evolução e as línguas não fogem à regra.Se nos lembrarmos que, por exemplo, o Eça ainda ecrevia "pharmacia" ou que ainda há não muito tempo se esvrevia "fácilmente"(com acento), veremos que, por vezes, há que actualizar o modo de escrever.No entanto, também me parece que este acordo é excessivo,tem aspectos caricatos, não foi bem preparado, cede a determinado tipo de pressões políticas e pode trazer consequências bem complicadas, a vários níveis,designadamente no ensino, que é a área em que melhor me movimento.Se calhar, um outro acordo, mais realista, mas ponderado, mexendo apenas naquilo que for imperioso, para que a língua portuguesa continue a poder ser usada como meio de expressão usado por muitos povos que se compreendam entre si, fosse uma solução a encarar.
Maio 07, 2008 12:19 PM

Saramar disse...
Isabel, aqui no Brasil, o sentimento é o mesmo.Eu me pergunto como será possível mudar duas líguas por decreto?Língua é cultura, é algo íntimo das formas de vida de quem a usa e não há como obrigar que se altere assim.Na realidade, eu acredito que essa bobagem poderá até ser trasncrita para o papel, mas nas ruas, no dia-a-dia ninguém obedecerá.beijos
Maio 07, 2008 1:19 PM

Isabel Magalhães disse...
Querida Isabel;Como eu a entendo e subscrevo. Assinar já assinei, - parece até que são várias as petições - mas tenha cuidado, olhe que andam aí uns a insultar as pessoas que são contra o acordo. Pelo menos, a mim, já me deixaram uns 'piropos' no 'Oeiras Local' e até no meu site da Pintura, com direito a tratamento de 'Velha do Restelo' no blog de origem. Vá lá... pelo menos o 'piropo' teve a dignidade de passar a identificado, - depois de dois comentários anónimos sempre com a mesma origem.Vou ainda dizer da minha concordância com a simplificação da língua, a exemplo do que se verificou com anteriores acordos (4) mas não posso concordar que este tenha, principalmente, o intuíto de 'fazer vénias' ao Brasil, não por ser o Brasil, - País e Povo de que muito gosto - mas também e não só porque Portugal é a Pátria Mãe.Obrigada pela partilha do post.bjI.
Maio 07, 2008 2:12 PM